Aqui ao Luar...

Abril 15 2010

Apetece cantar, mas ninguém canta.

Apetece chorar mas ninguém chora.

Um fantasma levanta

A mão do medo sobre o nossa hora.

 

Apetece gritar, mas ninguém grita.

Apetece fugir, mas ninguém foge.

Um fantasma limita

Todo o futuro a este dia de hoje.

 

Apetece morrer, mas ninguém morre.

Apetece matar, mas ninguém mata.

Um fantasma percorre

Os motins onde a calma se arrebata.

 

Oh! Maldição do tempo em que vivemos,

Sepultura de grandes cinzeladas,

Que deixam ver a vida que não temos

E as angústias paradas!

 

in Cântico do Homem, Miguel Torga

publicado por qb às 20:26
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